search
Login
Seja bem vindo ao Gloove, seu novo site de perguntas e respostas. Crie uma conta gratuita e participe!
4 votos
60 visitas

   Nenhuma ação humana é realmente livre em sua essência, pois o processo pelo qual se origina se assenta em causas anteriores que estão fora do controle imediato da consciência e são determinantes em sua definição. A volição e o instinto se configuram como a força motriz de toda ação, ou seja, uma ação sempre tem origem na vontade, no desejo ou nos impulsos naturais do ser cognoscente, porém ambos também estão  submetidos ao princípio de causação universal. Do mesmo modo que os eventos naturais, os eventos humanos, todos, estão inseridos em uma grande relação de causa e efeito.

   O ato de fumar por exemplo, é impulsionado por determinadas circunstâncias externas ou internas, por exemplo a demissão em um emprego ou a rejeição de uma pessoa amada, normalmente como forma de mitigar as dores que tais situações suscitam, tornando-se resposta padrão de tais estímulos, dependendo de seu nível de eficácia. O fumante pode remodelar a sua postura diante desses fatos e parar de fumar sempre que esses se repetirem, seja por pressão ou coerção de pessoas próximas, pela percepção e medo de que pode desenvolver graves doenças havendo exemplos concretos ou por quaisquer outros motivos, mas a resposta que produzir, independentemente de qual for, sempre terá natureza determinística.

   Outro exemplo é o ato de se alimentar, que tem princípio na vontade ou no desejo da pessoa, mas observe que ambos surgem e são modelados pela sensação de fome ou pela reminiscência do prazer que a ocorrência proporciona. Podemos retroceder mais ainda, afirmando que a sensação de fome provém da falta de nutrientes e a busca por prazer em alimentos, da carência de afeto, e assim adiante.

em Filosofia 281 pontos
editado por

Entre ou cadastre-se para responder esta pergunta.

3 Respostas

1 voto
Uau interessante
Gratidão por compartilhar :p
Prata 35,3K pontos
1 voto
Acho que o determinismo não é absoluto, eu acredito no livre arbítrio, pense: uma pessoa que nasceu na favela, pode mudar de vida, caso estude e se esforce. Nesse caso, a tendência  seria viver na favela e não progredir. Outra coisa, os índios acostumados a viverem na selva, já frequentam faculdade, não se deixaram mais moldar pelo meio. E o que dizer do casamento? Não se vive mais com alguém até que a morte os separe. Não deu certo? As pessoas têm livre arbítrio pra caírem fora e pra escolherem entre o bem e o mal arcando com as consequências de cada escolha. É nisso que acredito, mas é claro que não somos totalmente livres pra escolher, devido às normas, crenças e até à educação que tivemos. Essas coisas nos travam e também existem situações na vida em que não há saída, um estupro, por exemplo, é inevitável.
Ouro 74,6K pontos
1 voto
Titio Karl Marx expressou essa ideia de maneira muito elegante no sensacional segundo parágrafo de seu livro intitulado "O 18 Brumário de Luis Bonaparte":

"Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade, em circunstâncias escolhidas por eles próprios, mas nas circunstâncias imediatamente encontradas, dadas e transmitidas. A tradição de todas as gerações mortas pesa sobre o cérebro dos vivos como um pesadelo. E mesmo quando estes parecem ocupados a revolucionar-se, a si e às coisas, mesmo a criar algo ainda não existente, é precisamente nestas épocas de crise revolucionária que esconjuram temerosamente em seu auxílio os espíritos do passado, tomam emprestados os seus nomes, as suas palavras de ordem de combate, a sua roupagem, para, com este disfarce de velhice venerável e esta linguagem emprestada, representar a nova cena da história universal."

Já disse Francis Bacon em seus "Ensaios", em uma passagem que foi usada por Jorge Luis Borges em seu livro "O Aleph":

Solomon saith: "There is no new thing upon the earth". So that as Plato had an imagination, "that all knowledge was but remembrance"; so Solomon giveth his sentence, "that all novelty is but oblivion".
(Salomão disse: "Não há nada de novo sobre a Terra". Então Platão teve uma ideia, "que todo o conhecimento era apena lembrança"; e Salomão deu sua sentença, "que toda novidade nada mais é que esquecimento".)

... E podemos retroceder ainda mais em busca de uma origem para a compreensão que que não existem novas ideias... Simplesmente não há nada de novo sob o sol, como já estava escrito no livro bíblico de Eclesiastes há milhares de anos, capítulo 1, versículo 9: " O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol".
Bronze 12,4K pontos

Nenhuma pergunta relacionada encontrada